segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O URSO FAMINTO

O URSO FAMINTO


Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento.
A época era de escassez. Porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores. Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, dirigiu-se para uma grande fogueira, ainda ardendo em brasa e dela tirou uma enorme tina de comida.
Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando a comida. Enquanto abraçava a tina, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade, era o calor da tina que o estava queimando. Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a tina encostava.
O urso nunca havia experimentado aquela sensação; interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida. Então, começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a tina quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra seu corpo e mais alto rugia.
Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso praticamente sentado, recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida. Ele tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na tina e, seu imenso corpo, mesmo morto ainda mantinha a expressão de estar rugindo.
"Quando terminei de ouvir essa história, percebi que, em nossas vidas, por muitas vezes abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes”.
Algumas delas nos fazem gemer de dor; nos queimando por fora e por dentro, mesmo assim, ainda as julgamos importantes.
Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero. Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.
Para que tudo dê certo em sua vida, é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe dar condições de prosseguir.
Tenha a coragem e a visão que o urso não teve. Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder.

Solte a tina, solta a tina... Quando soltá-la perceberá que você pode libertar-se, e que com certeza, tudo vai dar certo.

O PARTO QUE EU NÃO FIZ

      Foi no dia 12 de julho de 2012...

       Era aproximadamente 21horas quando cheguei em casa após o trabalho. Cheguei em casa instantes depois de cessar a forte chuva de granizo, segundo grande parte da população (uma outra parte da população afirma categoricamente que chuveu granito).
       Minha residência, assim como todas da rua, estava sem energia. Esse fato nos motivou, eu e a minha família, a dormirmos mais cedo. Por isso às 22h30min eu já estava sonhando.
       Meu sonho foi interrompido por minha esposa que me acordou dizendo que havia acontecido algo na rua, pois uma vizinha estava batendo em nosso portão pedindo ajuda. Apesar da escuridão levantei, peguei a chave e o documento do carro. Ao chegar ao portão a vizinha gritava por ajuda me pedindo que fosse ajudar porque, segundo ela, o bebê estava "agarrado". Assustado eu perguntei onde a tal criança tinha sofrido o referido acidente. Foi quando ela me explicou que uma jovem em sua casa estava tendo um bebê e o bebê não tinha saído completamente. Quando, ainda tremendo, me dirigia para a residência da gestante um homem, cujo "modus vivendi" não o caracteriza como parteiro, veio ao nosso encontro e nos informou: "- Tentei puxar mais só saiu uma perninha". Diante do fato eu disse que o caso era clínico e o melhor que tínhamos a fazer era conduzir a jovem para o hospital.
       Enquanto fui retirar o carro da garagem para socorrer a jovem e o bebê, os vizinhos já a haviam colocado em outro veículo e foram para o hospital. Eu entrei no carro e fui atrás. Chegando lá a jovem foi deixada na emergência e os vizinhos que a socorreram voltaram e eu permaneci no HMDLJ esperando notícias.
       Meu primo Marquinhos e Luiz (de Patrícia) enfermeiros naquela unidade hospitalar me adiantaram que a jovem estava bem, mas o bebê provavelmente não sobreviveria. Minutos depois uma enfermeira me chamou e me pediu para que solicitasse o comparecimento no Hospital de algum familiar para que fosse notificado o falecimento do bebê e que levasse roupas para a jovem que ficaria internada. Assim eu fiz. Levei ao hospital uma prima da jovem, uma garota de 18 anos, também mãe de um menininho. Ao chegarmos lá a assistente social pediu um documento da jovem que tivera o bebê, uma jovem de 21 anos que, pasmem os senhores, não possui carteira de identidade e nem CPF.
         Finalizando...
         O bebê morreu. Era uma menininha que, se sobrevivesse, viria se juntar a mais dois irmãozinhos. O bebê não teve chance. Segundo os médicos, nasceu desnutrido com um pouco mais de 1kg. A mãe, a jovem de 21 anos, engravidou e não procurou assistência médica, ou seja, não fez pré-natal.
         A minha tristeza é saber que coisas assim ainda acontecem no Brasil.
         Não busco culpados, mas sinto tristeza por saber que pessoas ainda vivem como animais irracionais sem nenhuma perspectiva de futuro, sem planejamento, sem a vida "com abundância" que Cristo veio dar.
         Fatos como esse que relatei acontecem todos os dias e nós fechamos os olhos.
         Está na hora de fazermos alguma coisa. Está na hora de fazermos brilhar a nossa luz diante dos homens.
   
        Precisamos mostrar a nossa fé através das nossas obras. Precisamos mostrar o nosso amor através das nossas obras.

        Que Deus abençoe a sua vida!

RESTAURANDO A ESPERANÇA


           As prateleiras das livrarias estão cheias de histórias de casamentos maravilhosos que acabaram se tornando frios, distantes e infelizes. Mesmo quando contam sua própria história, os autores mostram como pode ser difícil separar os efeitos dos problemas conjugais de suas causas. Por exemplo, as dificuldades sexuais e financeiras podem gerar tensões no casamento, mas a tensão conjugal também pode causar problemas na cama ou no saldo da conta bancária. Embora exista uma relação circular entre causa e efeito, podemos observar vários efeitos específicos, gerados pela tensão matrimonial.
            1. Confusão, desespero e desânimo. Apanhados no meio de um conflito e vendo seu casamento se desintegrar, o marido e/ou a mulher muitas vezes se sentem esmagados e confusos sobre o que fazer. Alguns chegam a fazer loucuras tentando consertar a situação, mas geralmente seus esforços são inúteis. Outros, se desesperam e adotam uma atitude resignada como quem diz: “A situação não vai melhorar mesmo; nem adianta tentar”.
            Todo casamento é alicerçado na esperança. As pessoas se casam porque esperam que a vida em comum seja mais produtiva, satisfatória e significativa que a vida de solteiro. Quase todos os casamentos passam por desapontamentos. Quando isso acontece, a esperança geralmente cede lugar à tristeza, mágoa e raiva. Os cônjuges se sentem desesperançados, e a desesperança é um sentimento contagioso. Portanto o que nos devemos fazer hoje é restaurar a esperança todos os dias.
                Quando a esperança é restaurada os efeitos abaixo não são apresentados.
             2. Afastamento. Muitas pessoas são legalmente casadas, vivem juntas e, às vezes, dormem na mesma cama, mas são emocionalmente e psicologicamente divorciadas. O casal pode até se envolver em atividades semelhantes e sair juntos, mas eles têm pouco afeto, preocupação, comunicação, intimidade, amor e interesse um pelo outro. O casamento segue em frente sem brigas, como uma trégua incômoda que pode durar a vida inteira.
         3. Abandono. Muitos casais já se abandonaram. Convivem pacificamente, mas já não há reciprocidade de carinho, de preocupação, de amor.
            
                4. Separação ou divórcio. É o ponto final. É a ruptura legal do casamento, da união.
                Uma vida conjugal, uma união matrimonial não pode terminar assim. O que Deus juntou o  homem não deve separar. Volte atrás na sua decisão de separação. Busque em Deus o reconciliamento. Deixa Deus restaurar a sua Esperança