Foi no dia 12 de julho de 2012...
Era aproximadamente 21horas quando cheguei em casa após o trabalho. Cheguei em casa instantes depois de cessar a forte chuva de granizo, segundo grande parte da população (uma outra parte da população afirma categoricamente que chuveu granito).Minha residência, assim como todas da rua, estava sem energia. Esse fato nos motivou, eu e a minha família, a dormirmos mais cedo. Por isso às 22h30min eu já estava sonhando.
Meu sonho foi interrompido por minha esposa que me acordou dizendo que havia acontecido algo na rua, pois uma vizinha estava batendo em nosso portão pedindo ajuda. Apesar da escuridão levantei, peguei a chave e o documento do carro. Ao chegar ao portão a vizinha gritava por ajuda me pedindo que fosse ajudar porque, segundo ela, o bebê estava "agarrado". Assustado eu perguntei onde a tal criança tinha sofrido o referido acidente. Foi quando ela me explicou que uma jovem em sua casa estava tendo um bebê e o bebê não tinha saído completamente. Quando, ainda tremendo, me dirigia para a residência da gestante um homem, cujo "modus vivendi" não o caracteriza como parteiro, veio ao nosso encontro e nos informou: "- Tentei puxar mais só saiu uma perninha". Diante do fato eu disse que o caso era clínico e o melhor que tínhamos a fazer era conduzir a jovem para o hospital.
Enquanto fui retirar o carro da garagem para socorrer a jovem e o bebê, os vizinhos já a haviam colocado em outro veículo e foram para o hospital. Eu entrei no carro e fui atrás. Chegando lá a jovem foi deixada na emergência e os vizinhos que a socorreram voltaram e eu permaneci no HMDLJ esperando notícias.
Meu primo Marquinhos e Luiz (de Patrícia) enfermeiros naquela unidade hospitalar me adiantaram que a jovem estava bem, mas o bebê provavelmente não sobreviveria. Minutos depois uma enfermeira me chamou e me pediu para que solicitasse o comparecimento no Hospital de algum familiar para que fosse notificado o falecimento do bebê e que levasse roupas para a jovem que ficaria internada. Assim eu fiz. Levei ao hospital uma prima da jovem, uma garota de 18 anos, também mãe de um menininho. Ao chegarmos lá a assistente social pediu um documento da jovem que tivera o bebê, uma jovem de 21 anos que, pasmem os senhores, não possui carteira de identidade e nem CPF.
Finalizando...
O bebê morreu. Era uma menininha que, se sobrevivesse, viria se juntar a mais dois irmãozinhos. O bebê não teve chance. Segundo os médicos, nasceu desnutrido com um pouco mais de 1kg. A mãe, a jovem de 21 anos, engravidou e não procurou assistência médica, ou seja, não fez pré-natal.
A minha tristeza é saber que coisas assim ainda acontecem no Brasil.
Não busco culpados, mas sinto tristeza por saber que pessoas ainda vivem como animais irracionais sem nenhuma perspectiva de futuro, sem planejamento, sem a vida "com abundância" que Cristo veio dar.
Fatos como esse que relatei acontecem todos os dias e nós fechamos os olhos.
Está na hora de fazermos alguma coisa. Está na hora de fazermos brilhar a nossa luz diante dos homens.
Precisamos mostrar a nossa fé através das nossas obras. Precisamos mostrar o nosso amor através das nossas obras.
Que Deus abençoe a sua vida!
Nenhum comentário:
Postar um comentário