sábado, 26 de maio de 2012

LAODICEIA, UMA IGREJA MORNA

A igreja em Laodicéia (14): A igreja em Laodicéia é citada no Apocalipse (aqui e em 1:11) e na carta de Paulo aos colossenses (4:13-16). As cidades de Laodicéia, Colossos e Hierápolis (veja Colossenses 4:13) ficavam no vale do rio Lico. Laodicéia situava-se no local da cidade moderna de Denizli, Turquia, no cruzamento de estradas principais da Ásia Menor. Antigamente, a água da cidade vinha via aquedutos das fontes termais ao sul da cidade. Até chegar em Laodicéia, a água ficava morna. A qualidade dela não era boa, e a cidade ganhou a reputação de ter água não potável. Ao engolir esta água, muitas pessoas vomitavam. Semelhantemente, Jesus sentiu vontade de vomitar de sua boca a igreja de Laodicéia (3:15-16).
Outras características de Laodicéia servem como base para a linguagem desta carta. Foi conhecida como um centro bancário (3:17-18); ela possuía um grande centro comercial, visto que estava localizada na junção de três estradas importantes. Era um centro financeiro independente e próspero que foi capaz de se auto-reconstruir depois de um grande terremoto em 60 d.C. A região produzia lã preta (3:18) e um tipo de colírio para os olhos (3:19) – pó da Frígia.

ANÁLISANDO O TEXTO BÍBLICO
Apocalipse 3.14-22

14 E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus.
            Aqui Jesus se identifica como O Amém: Esta palavra vem de origem hebraica. No começo de uma afirmação significa “certamente” ou “verdadeiramente”. No fim, pode ser entendida como “que seja assim”. Jesus é a palavra final, a autoridade absoluta; a testemunha fiel e verdadeira soa como sinônimo de O Amém, ou seja, O Amém é a testemunha fiel e verdadeira; o princípio da criação de Deus: Esta expressão admite duas interpretações. Dependemos de informações de outros trechos bíblicos para escolher o sentido correto. A frase em si pode ser entendida no sentido passivo (o primeiro criado por Deus), ou no sentido ativo (a origem ou a fonte da criação). A diferença é óbvia e enorme. Jesus é uma criatura ou o eterno Criador? Ele foi feito por Deus ou é Deus? A resposta vem de outras passagens. Jesus é eterno (João 1:1; Apocalipse 1:18), o primeiro e o último (Apocalipse 1:17). Ele é Deus conosco (Mateus 1:23), o verdadeiro Deus que se fez carne (João 1:14). Ele é o “Eu Sou”(João 8:24,58; veja Êxodo 3:14), o soberano “Senhor dos senhores e o Rei dos reis” (Apocalipse 17:14). Jesus não foi criado. Ele não veio a existir. Ele é eterno. Ele é Deus. Quem não aceitar este fato morrerá no seu pecado (João 8:24).

15  Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomara que foras frio ou quente!
            A palavra frio significa a ponto de congelar e a palavra quente significa quente a ponto de ferver. Tal afirmativa de Jesus era bem entendida pelos habitantes de Laodicéia tendo em vista a qualidade da água que abastecia aquela cidade.

16  Assim, porque és morno e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.
            A ânsia de vômito que aquela água de Laodiceia causava nas pessoas que a bebessem morna do jeito que chegava fazia com que os habitantes de Laodiceia entendessem bem o que Jesus estava dizendo.

17  Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta (e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu),
            Era a autocomplacencia, a soberba que fez com que Cristo sentisse vontade de expulsar aquela Igreja da Sua presença. Tal soberba da Igreja era o reflexo da comunidade na qual ela estava inserida.  A Igreja deveria influencia a comunidade, mas ela estava sendo influenciada. Enriquecido significa literalmente: “acumulei riquezas”. Em outras palavras: “Obtive minha riqueza com meu próprio esforço”. E o orgulho insensível dos “cristãos” levava-os a dizer “de nada tenho falta”... Eles haviam perdido o padrão cristão baseado na humildade. Parece que a igreja sentia a mesma atitude de auto-suficiência, perigosíssima num rebanho de ovelhas que precisa seguir o seu Bom Pastor! Numa cidade conhecida por tratamentos de olhos, a igreja se tornou cega e não procurou o tratamento do Grande Médico. Precisavam da humildade dos publicanos e pecadores (Lucas 5:31-32). Numa cidade que produzia roupas de lã, a igreja andava nua, sem a vestimenta de justiça oferecida por seu Senhor (2 Coríntios 5:3; Colossenses 3:9-10).
A avaliação que esta Igreja fazia de si mesma era totalmente diferente da avaliação feita por Cristo.

18  aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os olhos com colírio, para que vejas.
            Apesar do pecado de ostentação Cristo oferece ajuda para aquela Igreja.  Jesus aconselhou “...de mim  (somos eternamente dependentes de Cristo. Essas coisas necessárias podem ser adquiridas somente de Cristo) compres (aqui há um eco de Isaías 55.1: “vinde, comprai e comei; sim vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite”). Provado no fogo ou “refinado no fogo” significa purificado pelo fogo. Essa riqueza  que vem de Cristo é pura e genuína. As vestes brancas requeridas por Jesus, contrastava com a lã preta pela qual Laodiceia era famosa. Apesar de produzir colírios para a visão material, a Igreja em Laodicéia não tinha visão espiritual. Nesse versículo, segundo Beacon, vemos o que é o Evangelho: 1) Riqueza divina para a nossa pobreza espiritual; 2) Veste branca de justiça para nossa pecaminosidade; 3) Visão espiritual para a nossa cegueira.
                                                                                                    
19  Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê, pois, zeloso e arrepende-te.
            Contrariando a opinião de alguns que, como uma demonstração de amor, permite e faz vistas grossas diante do erro de quem tem a responsabilidade de ensinar. Repreendo significa declarar culpado. Castigo é literalmente “educar uma criança”. O zelo era requerido e o arrependimento necessário para a mudança de estado.

20  Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo.
            Cristo está parado diante da porta do coração, ele não vai arrebentar a porta. Ele nos criou com vontade própria (livre arbítrio), se o pecador abrir a porta, e só ele pode fazer isso, O Senhor vai entrar e fazer morada. Em outras palavras os humildes mantêm uma comunhão com Cristo.
21  Ao que vencer, lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono.
            Aos vencedores resta agora a glória da vitória. Todos os vencedores serão dignos de se assentarem com Cristo no trono.

22  Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.
            Mas uma vez o Senhor nos diz que devemos dar crédito à voz do Espírito Santo


CONCLUSÃO

Não podemos viver uma vida espiritual morna baseada na nossa soberba desprezando os princípios da humildade que o Senhor requer de cada um de nós. Não podemos sermos abastados materialmente falando e estarmos completamente pobres espiritualmente. O  Senhor está voltando, Aleluia! Ouçamos o que o Espírito está dizendo a Igreja.


              BIBLIOGRAFIA

1)      Bíblia Sagrada versão ARC
2)      Comentário Bíblico BEACON
3)      Dicionário Bíblico wycliffe – CPAD

sábado, 19 de maio de 2012

FILADÉLFIA, A IGREJA DO AMOR PERFEITO



As únicas referências bíblicas a Filadélfia se encontram no Apocalipse (1:11; 3:7). A cidade de Filadélfia gozava uma localização estratégica de acesso entre os países antigos de Frígia, Lídia e Mísia. Foi fundada pelo rei de Pérgamo, Atalo, cerca de 140 a.C. Ele foi conhecido por sua lealdade ao seu irmão, assim dando origem ao nome da cidade (Filadélfia significa amor fraternal). A região produzia uvas e o povo especialmente honrava Dionísio, o deus grego do vinho. A cidade servia como base para a divulgação do helenismo às regiões de Lídia e Frígia. Foi localizada num vale no caminho entre Pérgamo e Laodicéia. Filadélfia foi destruída por um terremoto em 17 d.C. e reconstruída pelo imperador Tibério. Em alguns momentos de sua história, a cidade recebeu nomes mostrando uma relação especial ao governo romano. Depois de ser reconstruída, foi chamada brevemente de Neocesaréia. Atualmente, a cidade de Alasehir fica no mesmo lugar, construída sobre as ruínas de Filadélfia.

ANALISANDO O TEXTO BÍBLICO - Apocalípse 3.7-13

7 E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi, o que abre, e ninguém fecha, e fecha, e ninguém abre:
“O Santo” – Um nome para divindade
“Verdadeiro” - A palavra grega para verdadeiro (alethinos) significa “verdadeiro no sentido de real, ideal, genuíno”.
O título duplo dado a Jesus, mostra-nos que Cristo, o Cabeça da Igreja é o expressão da Santidade absoluta e detentor da verdade absoluta. Por possuir a verdade absoluta, ele cumprirá tudo que diz em sua Palavra.
 “a chave de Davi” – A chave é o símbolo de Autoridade. Cristo tem completa autoridade com respeito à admissão ou exclusão da cidade de Davi, a nova Jerusalém. Em 1.18 Jesus já tinha declarado que Ele tinha as chaves da morte e do Hades. Assim, Ele exercita autoridade no céu, na terra, e mesmo no reino dos mortos.

8  Eu sei as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome.
“Eu sei as tuas obras”conf. Comentários das cartas anteriores.
“uma porta aberta” – Em At 14.27; 1 Co 16.9; 2 Co 2.12; Cl 4.3, encontramos o Apóstolo Paulo usando a figura da porta relacionada à pregação do evangelho (ou a obra missionária). A figura de uma porta aberta era familiar para os cristãos do primeiro século. Sendo assim tudo nos leva a crer que a igreja de Filadélfia era uma igreja missionária. Essa porta aberta nenhuma força humana ou demoníaca poderia fechar, pois foi Aquele que tem a chave de Davi quem abriu. A Igreja de Filadélfia tinha “pouca força”, ou seja, era talvez uma igreja pequena e seus membros fossem na maioria da classe mais pobre, e mesmos assim trabalharam “guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome” – disse o Senhor.

9  Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás (aos que se dizem judeus e não são, mas mentem), eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo.
“aos da sinagoga de Satanás” – Eram os falsos Judeus que, assim como na cidade de  Esmirna, levantavam grande oposição à Igreja. Hoje esses tais “da sinagoga de Satanás”  são representados pelos seus discípulos: os falsos cristãos que permanecem no seio da Igreja causando dissensões e espalhando rebeldia e heresias.

10  Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra.
“palavra da minha paciência”, segundo Beacon, “é a resistência paciente de Cristo como um exemplo para permanecermos constantes”.  Por terem guardado a “palavra da paciência de Cristo”, os cristãos de Filadélfia seriam guardados da hora da tentação que chegaria (e chegará) por ocasião do período da Grande Tribulação. Os cristãos verdadeiros do mundo inteiro estarão no Céu enquanto o mundo estará vivendo um caos.
11  Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.
“sem demora” – O principal significado dessa expressão é que o Senhor não atrasará a sua vinda além do tempo fixado. Mas, uma vez que não sabemos quando isso acontecerá, devemos estar constantemente preparados. Além disso, para o Senhor mil anos são como um dia (2 Pe 3.8). Assim, dois mil anos ainda seriam sem demora. E Ele virá para livrar-nos da “hora da tentação” descrita no versículo anterior.
“guarda o que tens” – A promessa de proteção citada no v. 10 traz consigo a necessidade de um esforço contínuo. A coroa da vitória só será dada àquele que correr com sucesso até o fim.

12  A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome.
Aquele que vencer ficará estabelecido para sempre na cidade celestial, no templo de Deus. Assim como uma coluna fica estabelecida, os vencedores estarão estabelecidos para sempre sem correrem o risco de caíres ou de serem removidos do seu estado de glória.
O vencedor recebe aqui três promessas:
1ª) Consagração completa a Deus: o nome do meu Deus
2ª) Cidadania intransferível na cidade celestial: o nome da cidade do meu Deus
3ª) Conhecimento mais completo de Cristo na Segunda Vinda: meu novo nome

13  Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.
“ouça”- Significa “preste atenção”. Jamais alcançaremos vitória se negligenciamos a voz do Espírito Santo de Deus.



VOCABULÁRIO:
Helenismo: Termo que designa tradicionalmente o período histórico e cultural durante o qual a civilização grega se difundiu no mundo mediterrânico, euro-asiático e no Oriente, fundindo-se com a cultura local.
BIBLIOGRAFIA:

1)      Bíblia Sagrada versão ARC
2)      Comentário Bíblico BEACON
3)      Dicionário Bíblico wycliffe - CPAD

terça-feira, 8 de maio de 2012

SARDES, A IGREJA MORTA



Sardes estava localizada a 80 quilômetros de Esmirna. Esse nome, Sardes, significa “os que escapam” ou  “os que saem”.

ANÁLISE DO TEXTO BÍBLICO
Apocalipse 3.1-6

1 “E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Eu sei as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.”

“E ao anjo da igreja” – Como em todas as cartas, o destinatário desta carta é o “anjo da igreja”, ou seja, é o pastor. È o pastor da igreja que vai responder pelos erros e acertos das ovelhas que estão aos seus cuidados. Daí a necessidade do Pastor tomar decisões que venham preservar a santidade e uma vida espiritual sadia da Igreja. Decisões que muitas vezes não são compreendidas pelas ovelhas... ovelhas que se esquecem que o Pastor também é ovelha.

“que está em” – A Igreja não é de ou da. A Igreja não é de Sardes, de Esmirna, de Pérgamo, de Sossego, ela é a Igreja de Jesus Cristo que se encontra, que está nesta ou naquela cidade.

“os sete Espíritos de Deus” – É uma clara alusão a Isaías 11.2:E repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, e o Espírito de sabedoria e de inteligência, e o Espírito de conselho e de fortaleza, e o Espírito de conhecimento e de temor do SENHOR.
            O Espírito Santo é único, mas a sua atuação se manifesta de maneira plena na vida dos verdadeiros servos de Deus. Sete na Bíblia é sinônimo de perfeição. Veja que não estou falando que o número sete deve ser adorado ou tornar um amuleto de sorte, torno a repetir que Ele, na Bíblia, é sinônimo de perfeição, de totalidade.

“as sete estrelas” – Representam os pastores das sete igrejas (Ap 1.20)

“Eu sei as tuas obras” -  Eu sei ocorre no início de cada uma das sete cartas. Nada pode escapar dos olhos do Cristo Onisciente. Uma vez que Ele conhece perfeitamente, Ele é capaz de julgar com justiça.

“tens nome de que vives e estás morto” - Esta frase ilustra perfeitamente a diferença importante entre reputação e caráter. A reputação é a fama da pessoa, o que os outros acham que ela é. O caráter é a essência real da pessoa, o que realmente é. As outras pessoas podem ver somente por fora, mas Jesus vê o homem interior e sonda os corações. Ele não pode ser enganado por ninguém. A igreja de Sardes teve a reputação de ser ativa e viva, mas Jesus sabia que estava quase morta. Ele não fala de perseguição romana, nem de conflitos com falsos judeus. Não cita nenhum caso de falsos mestres seduzindo o povo ao pecado. Ele fala de uma igreja aparentemente em paz e tomada por indiferença e apatia. A boa fama não ocultou a verdadeira natureza desta congregação dos olhos do Senhor. 

2  “Sê vigilante e confirma o restante que estava para morrer, porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus.”

“Sê vigilante” – Significa literalmente “Esteja continuamente vigilante” ou “esteja acordado” – Muitos são os que não vigiam mais. Estão dormindo e permitindo que outros morram também.
“confirma o restante que estava para morrer” – O remanescente fiel da Igreja de Sardes decidiu não morrer. Esse “estava” significa que eles corriam o risco, mas não que estavam decididos ou propensos a morrer, ou seja, esse “restante” se mantinha fiel enquanto os outros decidiram pecar, decidiram morrer (morte espiritual).

3  “Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.”
“Lembra-te, pois, do eu tens recebido e ouvido” – Lembrar-se, eis ai uma deficiência do ser humano. O ser humano se lembra dos seus direitos, dos defeitos dos outros, de ofensas do passado, mas não se recordam das vezes que o Senhor falou, abençoou, cuidou. Esquecemos facilmente das bênçãos recebidas do Senhor.
(...)“guarda-o” – Jogamos fora as oportunidades de concerto, jogamos fora uma amizade por causa de um problema qualquer, jogamos fora um casamento por causa de um simples desentendimento, jogamos fora (desprezamos) os ensinamentos da Palavra de Deus e retemos (guardamos) ódio, rancor, ressentimentos, infidelidade, malícia, mentiras...
(...) e arrepende-te – Arrependimento é a condição necessária para que a condenação seja anulada. A falta de arrependimento gera um castigo maior que não sabemos quando chegará: “... virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei”

4  “Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes e comigo andarão de branco, porquanto são dignas disso.”
“(...) que não contaminaram as suas vestes” – Em todas as igrejas havia sempre um remanescente fiel. Aprofundando mais esta palavra quero dizer que em toda igreja, apesar dos desvios que acontecem no que diz respeito à doutrina da Palavra de Deus, sempre haverá um remanescente fiel. Não contaminar as vestes significa não manchá-las.  Na Ásia Menor todos os cumprimentos de votos deviam se fossem feitos com roupas manchadas, o adorador era desqualificado e o deus (d minúsculo de propósito) era desonrado. A pureza moral nos qualifica para a comunhão espiritual. Ir à presença de Deus com nossos pensamentos e sentimentos manchados com egoísmo, soberba, é desonrá-lo. As vestes da nossa personalidade devem ser mantidas puras, se desejamos ter comunhão com Deus.
“(...) comigo andarão de branco” – Esta é a promessa para aqueles que conservarem sua pureza. Uma vez que mantiveram suas vestes limpas eles andarão para sempre vestidos de branco. Aleluia!

5  “O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.”
Nas Escrituras vestes brancas significa festividade, vitória, pureza e o estado celestial. A promessa aqui neste versículo para o vencedor é de uma vida livre de contaminação, radiante de alegria celestial, coroada com vitória final. Aquele que permanecer firme até o fim da vida, não terá o seu nome riscado do livro da vida, o livro onde estão registrados os nomes das pessoas que terão o direito de adentrarem as mansões celestiais. Cristo não se envergonhará de reconhecer aqueles que lhe pertencem.

6  “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.”
Esse convite ressalta a importância do ouvir. Essas cartas eram lidas em voz alta na Igreja. O Espírito Santo fala hoje através da Leitura da Palavra, através da Pregação, através dos ensinamentos, através da Escola Dominical... Ele está falando agora. Ouvi-lo é condição essencial para uma profunda transformação, para uma revisão dos nossos conceitos e convicções. Precisamos ouvi-lo se quisermos vida espiritual.

Evangelista Jocinei Rosa

BIBLIOGRAFIA:

1)      Bíblia Sagrada versão ARC
2)      Comentário Bíblico BEACON
3)      Dicionário Bíblico wycliffe - CPAD