sábado, 19 de maio de 2012

FILADÉLFIA, A IGREJA DO AMOR PERFEITO



As únicas referências bíblicas a Filadélfia se encontram no Apocalipse (1:11; 3:7). A cidade de Filadélfia gozava uma localização estratégica de acesso entre os países antigos de Frígia, Lídia e Mísia. Foi fundada pelo rei de Pérgamo, Atalo, cerca de 140 a.C. Ele foi conhecido por sua lealdade ao seu irmão, assim dando origem ao nome da cidade (Filadélfia significa amor fraternal). A região produzia uvas e o povo especialmente honrava Dionísio, o deus grego do vinho. A cidade servia como base para a divulgação do helenismo às regiões de Lídia e Frígia. Foi localizada num vale no caminho entre Pérgamo e Laodicéia. Filadélfia foi destruída por um terremoto em 17 d.C. e reconstruída pelo imperador Tibério. Em alguns momentos de sua história, a cidade recebeu nomes mostrando uma relação especial ao governo romano. Depois de ser reconstruída, foi chamada brevemente de Neocesaréia. Atualmente, a cidade de Alasehir fica no mesmo lugar, construída sobre as ruínas de Filadélfia.

ANALISANDO O TEXTO BÍBLICO - Apocalípse 3.7-13

7 E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi, o que abre, e ninguém fecha, e fecha, e ninguém abre:
“O Santo” – Um nome para divindade
“Verdadeiro” - A palavra grega para verdadeiro (alethinos) significa “verdadeiro no sentido de real, ideal, genuíno”.
O título duplo dado a Jesus, mostra-nos que Cristo, o Cabeça da Igreja é o expressão da Santidade absoluta e detentor da verdade absoluta. Por possuir a verdade absoluta, ele cumprirá tudo que diz em sua Palavra.
 “a chave de Davi” – A chave é o símbolo de Autoridade. Cristo tem completa autoridade com respeito à admissão ou exclusão da cidade de Davi, a nova Jerusalém. Em 1.18 Jesus já tinha declarado que Ele tinha as chaves da morte e do Hades. Assim, Ele exercita autoridade no céu, na terra, e mesmo no reino dos mortos.

8  Eu sei as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome.
“Eu sei as tuas obras”conf. Comentários das cartas anteriores.
“uma porta aberta” – Em At 14.27; 1 Co 16.9; 2 Co 2.12; Cl 4.3, encontramos o Apóstolo Paulo usando a figura da porta relacionada à pregação do evangelho (ou a obra missionária). A figura de uma porta aberta era familiar para os cristãos do primeiro século. Sendo assim tudo nos leva a crer que a igreja de Filadélfia era uma igreja missionária. Essa porta aberta nenhuma força humana ou demoníaca poderia fechar, pois foi Aquele que tem a chave de Davi quem abriu. A Igreja de Filadélfia tinha “pouca força”, ou seja, era talvez uma igreja pequena e seus membros fossem na maioria da classe mais pobre, e mesmos assim trabalharam “guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome” – disse o Senhor.

9  Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás (aos que se dizem judeus e não são, mas mentem), eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo.
“aos da sinagoga de Satanás” – Eram os falsos Judeus que, assim como na cidade de  Esmirna, levantavam grande oposição à Igreja. Hoje esses tais “da sinagoga de Satanás”  são representados pelos seus discípulos: os falsos cristãos que permanecem no seio da Igreja causando dissensões e espalhando rebeldia e heresias.

10  Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra.
“palavra da minha paciência”, segundo Beacon, “é a resistência paciente de Cristo como um exemplo para permanecermos constantes”.  Por terem guardado a “palavra da paciência de Cristo”, os cristãos de Filadélfia seriam guardados da hora da tentação que chegaria (e chegará) por ocasião do período da Grande Tribulação. Os cristãos verdadeiros do mundo inteiro estarão no Céu enquanto o mundo estará vivendo um caos.
11  Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.
“sem demora” – O principal significado dessa expressão é que o Senhor não atrasará a sua vinda além do tempo fixado. Mas, uma vez que não sabemos quando isso acontecerá, devemos estar constantemente preparados. Além disso, para o Senhor mil anos são como um dia (2 Pe 3.8). Assim, dois mil anos ainda seriam sem demora. E Ele virá para livrar-nos da “hora da tentação” descrita no versículo anterior.
“guarda o que tens” – A promessa de proteção citada no v. 10 traz consigo a necessidade de um esforço contínuo. A coroa da vitória só será dada àquele que correr com sucesso até o fim.

12  A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome.
Aquele que vencer ficará estabelecido para sempre na cidade celestial, no templo de Deus. Assim como uma coluna fica estabelecida, os vencedores estarão estabelecidos para sempre sem correrem o risco de caíres ou de serem removidos do seu estado de glória.
O vencedor recebe aqui três promessas:
1ª) Consagração completa a Deus: o nome do meu Deus
2ª) Cidadania intransferível na cidade celestial: o nome da cidade do meu Deus
3ª) Conhecimento mais completo de Cristo na Segunda Vinda: meu novo nome

13  Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.
“ouça”- Significa “preste atenção”. Jamais alcançaremos vitória se negligenciamos a voz do Espírito Santo de Deus.



VOCABULÁRIO:
Helenismo: Termo que designa tradicionalmente o período histórico e cultural durante o qual a civilização grega se difundiu no mundo mediterrânico, euro-asiático e no Oriente, fundindo-se com a cultura local.
BIBLIOGRAFIA:

1)      Bíblia Sagrada versão ARC
2)      Comentário Bíblico BEACON
3)      Dicionário Bíblico wycliffe - CPAD

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